venda de salgados

Jovens faturam milhões com a venda de salgados diferentes

A indústria dos alimentos no Brasil está se voltando cada vez mais para um mercado que tem se mostrado como bastante promissor: o mercado dos alimentos veganos e venda de salgados.

O veganismo é um estilo de vida que vai muito além de somente comer vegetais. Os veganos defendem a liberação dos animais da opressão a que são submetidos.

A dieta vegana exclui do cardápio todos os alimentos que tenham proveniência animal (como carne, laticínios, ovos, mel), enquanto os adeptos do veganismo não usam adereços obtidos através de exploração dos animais (como o couro e a lã), boicotando também quaisquer produtos que tenham sido testado antes em animais, como cosméticos e produtos de higiene.

Os veganos também não frequentam locais e eventos onde animais sejam vítimas de exploração, como zoológicos e rodeios.

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Com tantas regras, os amantes da carne podem até duvidar que uma filosofia dessas tenha adeptos, mas a realidade mostra o contrário.

No entanto, se você é um empreendedor do ramo dos alimentos e está pensando em investir nesse mercado, vamos lhe mostrar dois casos de sucesso de empresas que apostaram no nicho vegano.

Em Florianópolis (SC), dois amigos criaram a empresa Deli que está faturando 3 milhões de reais por ano vendendo coxinha de mandioca recheada com palmito e wrap de brócolis com requeijão.

Você pode até torcer o nariz para este tipo de lanche, mas a verdade é que o negócio de Fernando Werner, 34, e Rodrigo de Nardi, 33, teve um crescimento notável desde que a empresa foi criada em 2008, com a abertura recente de uma terceira loja.

Segundo os dois empresários, o lucro é de 10 por cento do faturamento, 300 mil reais. Nada mal para quem comercializa sanduíches de vegetais, empadas de grão-de-bico e legumes, entre outros.

Fernando Werner afirma que o conceito do seu negócio é inspirado na cultura europeia, onde os alimentos naturais fazem parte do dia-à-dia e podem ser adquiridos com maior facilidade.

Coxinha de jaca verde e hambúrguer de lentilha

venda de salgados

Em Curitiba, a Zanquetta Alimentos Congelados é outra empresa da região sul que vem faturando com comida para veganos, vegetarianos e portadores de alergias e intolerâncias alimentares.

A empresa comercializa lanches congelados como o hamburgão de lentilhas (15,16 reais) ou as coxinhas de jaca verde (18,39 reais por 4 unidades).

Para quem gosta de doces e defende os animais, a empresa vende churros com doce de leite de coco, onde a caixa com 500g sai por 21,90 reais.

Criada em 2013 pelo empresário Cleverson Zanquetta, a empresa se expandiu e tem revendedores em sete estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e até em Pernambuco.

Zanquetta, que não quis revelar o faturamento e o lucro da empresa, afirma que a princípio iria apenas congelar massas, mas que os amigos vegetarianos o incentivaram a produzir versões veganas dos mesmos pratos e o negócio deu tão certo que hoje se volta exclusivamente para os vegetais.

“O nosso público são pessoas interessadas em reduzir o consumo de carne, preocupadas com o bem-estar dos animais e do meio ambiente”, afirma o empresário.

Venda de salgados + veganismo: Mercado promissor, mas é preciso pesquisar

Depois dos países ricos, o mercado dos alimentos veganos chegou com tudo no Brasil, crescendo com taxas significativas. Estima-se que 5 milhões de brasileiros sejam adeptos do veganismo. Investir em venda de salgados do tipo é uma boa tacada.

Alexandre Nabil, especialista em empreendedorismo da Universidade Mackenzie de São Paulo, aconselha “começar devagar, fazer análises de mercado, muita pesquisa local, visitar empórios”.

Apesar dos vários aspectos positivos do mercado da alimentação, como o retorno rápido (sim, porque as pessoas precisam se alimentar!), existem certas dificuldades porque qualquer empreendimento do ramo alimentar precisa cumprir normas de higiene e obter certificados.

Outro problema, segundo Alexandre Nabil, é que muitos empresários do ramo não fazem as avaliações corretas do mercado, não pesquisam sobre a concorrência nem sobre os produtos já estabelecidos.

“Mesmo que o negócio funcione, nos primeiros dois anos, é provável que o empreendedor não consiga tirar pró-labore (remuneração do dono de um negócio).

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É preciso reinvestir tudo o que entra e, como a maioria dos negócios, é necessário ter reservas pessoais para suportar as despesas pessoais e familiares”, afirma o especialista.

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